SegInfocast #46 – Automação na Análise de Dados para Big Data

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Neste episódio, eu recebi novamente o especialista em Segurança da Informação Rodrigo “Sp0oKeR” Montoro da área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Clavis para compartilhar a sua experiência em Análise de Dados para Big Data.

Big Data nos dias atuais

Rodrigo explica que Big Data é o resultado do imenso volume de dados gerados no dia a dia, seja através de compras online, mensagens em redes sociais ou até mesmo pequenos cliques na web, porém, o mais importante não é a quantidade de informações e sim como esses eventos são tratados. Isso vem se tornando um grande desafio para as empresas visto que a análise e triagem dos dados requer muito tempo e trabalho. Este cenário têm um papel fundamental na estratégia de segurança da informação das organizações. Para mais informações sobre segurança em Big Data conheça a solução Octopus tema do seginfocast #31.

Jornada de Geração de Evento

A jornada de geração de eventos se inicia pela definição da superfície de ataque, quais tipos de eventos serão captados e como isso será efetuado. O próximo passo está relacionado ao enriquecimento dos dados, isso se dá através da estruturação e agregação dos eventos. Em seguida temos a etapa em que o analista SOC dispara um script que define prioridades para alertas de eventos baseados em pesquisas básicas, regras de negócio e muito mais.

Se você quer saber mais detalhes sobre a solução SOC , visite o site da Clavis!

Onde entraria a automação ?

O processo de triagem de eventos pode ser uma tarefa extremamente prolongada e custosa para os analistas, pois com Big Data a geração de alertas tende a ser bastante numerosa, e é nesse momento que a automação pode nos beneficiar com agilidade, processos multitask, e eliminação de eventos de baixa relevância.

Qual o funcionamento de um bot nessa jornada ?

O bot atuará como um auxiliador do analista, uma das possibilidades de uso é operá-lo como um filtro extra, que irá retornar metadados para serem melhor aproveitados. Outra possibilidade é fazer com que o bot interaja com os usuários do sistema, para que desta forma possa resolver processos mais simples sem qualquer intervenção humana.

SegInfocast #45 – Ransomware II

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Neste episódio, eu recebi novamente Geraldo Bravo, engenheiro de pre-vendas da Cyberark para continuar a conversa sobre Ransomware, assunto já abordado no SegInfocast #41 com Carolina Bozza.

O que é o Ransomware?

Geraldo explica que o ransomware, também conhecido como vírus de resgate, é uma ameaça cujo objetivo é o sequestro de dados. Ele criptografa de forma não autorizada os arquivos da vítima (sistemas, documentos, etc) exigindo um pagamento para que se tenha acesso as informações com a revelação da chave usada para decriptografar os arquivos.

Quais são as principais famílias do Ransomware?

Nosso entrevistado cita algumas famílias como a CryptoLocker, uma das mais ativas atualmente. CryptedXXX, que além de criptografar arquivos também busca por credenciais e bitcoins, aliás, a razão que permitiu que os criminosos possam cobrar resgates sem serem identificados. Também o Crisis, que tem a capacidade de criptografar arquivos de sistema. Um ponto interessante é o fato de já existirem variantes que visam outros sistemas operacionais como o Mac e Android.

Os vetores de ataque do Ransomware

Mesmo com várias tecnologias de proteção, o e-mail (phishing) ainda é a forma mais utilizada para os ataques. E são utilizados executáveis e também documentos e scripts infectados.

Quais são as medidas para frear a ação desses ataques?

A primeira medida é a prevenção através de controle de e-mail e conscientização. O segundo passo é a contenção para evitar a propagação da ameaça na rede, impedindo a comunicação com o servidor na internet, para a criação das chaves de criptografia, porém alguns ransomwares já possuem uma chave padrão. Outras ações recomendadas são o monitoramento do nível de arquivos e também o conceito de privilégio mínimo necessário, para evitar que uma infecção altere outros processos importantes no sistema.

O que podemos esperar para o futuro?

Geraldo acredita que a Internet das Coisas aumentará ainda mais as possibilidades de infecção. Já existe um ransomware chamado Flocker, que consegue infectar uma smartTV, por exemplo. Uma outra novidade é o RaaS (Ransomware-As-A-Service), onde você pode escolher a ameaça mais adequada ao seu objetivo, criando uma variante exclusiva para o comprador.

Geraldo Bravo é engenheiro de pré-vendas da Cyberark com experiência de mais de 10 anos na área de redes e segurança da informação. Atuou em outras áreas como Gestão de Projetos e Gestão de Equipes e possui diversas certificações de segurança da informação.

 

SegInfocast 41 – Ransomware

seginfocast-150x150SegInfocast #41 – Faça o download aqui. (19:17 min, 13,3 MB)

Neste episódio eu entrevistei pela segunda vez Carolina Bozza, Country Manager da CyberArk, profissional com mais de 10 anos de experiência no mercado de TI. Neste podcast o tema abordado foi ransomware.

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SegInfocast #39 – Teste de Carga e Desempenho

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Neste episódio eu recebi Rafael Soares, Diretor Técnico da Clavis Segurança da Informação, para uma conversa sobre testes de carga e desempenho.

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Seginfocast #38 – PCI-DSS – Segurança da Informação na Indústria de Pagamentos

SegInfocast #38 – Faça o download aqui. (12:37 min, 8,71 MB)

Neste episódio eu recebi Willian Caprino, Diretor Comercial  da Clavis Segurança da Informação, para uma conversa sobre o PCI-DSS. Ao longo da conversa foi possível discutir diversos aspectos dos padrões de Segurança da Indústria de Pagamentos e a importância de manter um sistema de gerenciamento contínuo de vulnerabilidades.

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SegInfoCast #34 – Lançamento livro “Countdown to Zero Day: Stuxnet and the Launch of the World’s First Digital Weapon” de Kim Zetter

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Neste episódio eu recebi pela primeira vez Alan Oliveira, um dos tradutores do livro Countdown to Zero Day: Stuxnet and the Launch of the World’s First Digital Weapon de Kim Zetter. No livro, a jornalista especializada em cibersegurança conta a história por traz do vírus que sabotou os esforços iranianos para criação de um programa nuclear, mostrando como sua criação inaugurou um novo tipo de guerra, em que ataques digitais podem ter o mesmo poder destrutivo de uma bomba física.

Do que trata o livro?

O livro trata do surgimento da primeira arma digital do mundo, o Stuxnet, desde suas origens nos corredores da Casa Branca  até a execução do ataque a uma usina atômica no Irã.

Sua existência começou a se tornar pública em 2010, após inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) perceberem  que as centrífugas de uma usina iraniana de enriquecimento de urânio estavam falhando em um ritmo sem precedentes por razões absolutamente desconhecidas.

Cinco meses depois – em um evento aparentemente não relacionado -, uma empresa de segurança em Belarus foi chamada para solucionar problemas em computadores no Irã. Nesses computadores eles encontraram um malware que, inicialmente, pensaram se tratar de uma ameaça simples e rotineira; mas análises mostraram se tratar de algo misterioso, e de complexidade sem precedentes.

O livro cita em detalhes o trabalho realizado por analistas de segurança da informação e analistas de sistemas de controle industrial (SCADA) para dissecar e desvendar esse malware.

Além disso, “Countdown” fala sobre a Guerra Cibernética, seu desenvolvimento e o mercado de compra e venda de códigos maliciosos.

Você pode citar outros destaques do livro?

Para o ataque do Stuxnet ser bem sucedido, não poderia haver erros. O livro descreve suas etapas de criação com detalhes, desde a contratação de pessoal especializado em centrífugas de usinas nucleares, até a simulação em ambientes com centrífugas iguais às iranianas para que o código fosse lançado em campo com a máxima eficácia.

Além disso, nosso entrevistado conta como o livro revela detalhes desconhecidos do grande público sobre o mercado “cinza, obviamente não regulamentado, de vendas de códigos “maliciosos” para pessoas que agem em defesa da segurança nacional de diversos países. O preço desses códigos  é variável, dependendo da exclusividade e do programa, podendo chegar até U$ 200.000.

Alan finaliza a entrevista contando histórias reais sobre ataques cibernéticos que ocorreram em países como Estônia e Geórgia.

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Quando o livro será lançado?

O lançamento do livro está previsto para novembro deste ano.

Alan Oliveira é Engenheiro, mestre em Engenharia Eletrônica na área de sistemas inteligentes. Atuou por 7 anos como oficial da marinha nas áreas de sistemas de armas e comunicações. Atualmente é professor na Marinha do Brasil, onde ministra as disciplinas de controle de sistemas, guerra eletrônica e sistemas de comunicação. Desenvolve em seu doutorado uma pesquisa voltada para a segurança de sistemas de controle e automação.

SegInfocast #33 – Livro “Segurança de Automação Industrial e SCADA”

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Neste episódio, recebi pela primeira vez Marcelo Branquinho, fundador e CEO da TI Safe Segurança da Informação, para uma conversa sobre SCADA e automação industrial.

Qual o significado do termo SCADA? 

SCADA é o acrônimo para Supervisory Control and Data Acquisition, ou seja, sistemas de controle e supervisão e aquisição de dados, que embora não estejam visíveis ao grande publico são utilizados  na gerência de infraestruturas críticas muito importantes para as cidades como energia elétrica, purificação de água, sinalização de trânsito, tráfego aéreo e outros.

Qual a importância da preocupação com segurança em sistemas SCADA?

Esses sistemas controlam serviços fundamentais e muitos deles são antigos, criados nos anos 90, sem a preocupação com segurança lógica, somente com a física. Porém com o advento da internet, os riscos de ataques se tornaram mais visíveis, aumentando a preocupação com a segurança. Há um outro agravante: aqueles que deveriam ser os sistemas mais protegidos, são os mais negligenciados, colocando em risco a vida de milhares de pessoas, em caso de comprometimento. Alguns exemplos reais de ataque dados por Marcelo Branquinho: o incidente em uma usina de energia, que deixou milhares de pessoas sem luz na Ucrânia durante seis horas e o envenenamento de água de uma cidade norte-americana através da invasão do sistema de distribuição.

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Quais foram as motivações para escrever o livro “Segurança de Automação Industrial e SCADA”?

Branquinho diz que o livro procura descrever o que são esses sistemas de automação e a sua importância para a sociedade. Hoje, os sistemas SCADA são vitais para o funcionamento das grandes cidades, porém o nível de segurança ainda precisa melhorar, especialmente em tempos de guerra cibernética – que já foi tema do episódio 21 do SegInfocast, através do livro “Guerra Cibernética – A próxima ameaça à segurança e o que fazer a respeito“.

Quem deveria ler esse livro?

Security Officers, profissionais de TI, Segurança da Informação e de Tecnologia de Automação são o público alvo do livro.

Marcelo Branquinho é Engenheiro Eletricista com especialização em sistemas de computação e MBA em Gestão de Negócios. É fundador e CEO da TI Safe Segurança da Informação, além de ser especialista em sistemas SCADA com mais de 15 anos de experiência no ramo de infraestruturas críticas. É também o coordenador da formação em segurança em automação industrial. Membro sênior da ISSA Internacional.

SegInfocast #32 – A importância de desenvolver sistemas seguros, do projeto à produção

seginfocast-logo-novo_150SegInfocast #32 – Faça o download aqui.

Neste episódio recebi novamente Davidson Boccardo, instrutor da Academia Clavis Segurança da Informação, para uma conversa sobre Desenvolvimento Seguro.

Qual a importância do desenvolvimento seguro desde a concepção dos sistemas?

Atualmente, nota-se uma mudança no pensamento por parte das empresas e governos sobre o tema segurança de software. Antes visto como um acréscimo durante o desenvolvimento do software, hoje é visto como uma estratégia para maximizar o retorno sobre o investimento. Neste podcast Davidson evidencia as vulnerabilidades mais exploradas nos dias de hoje e enfatiza a importância do treinamento e conscientização em práticas de codificação segura de software como forma de mitigá-las.

Como os conceitos básicos de desenvolvimento seguro podem ser aplicados na vida real?

Davidson cita um exemplo de comércio eletrônico, onde graças a adequada implementação de controles de Segurança da Informação, informações pessoais de clientes não são revelados,  valores de produtos não são alterados e o site permanece disponível a qualquer hora que o cliente queira acessá-lo, mesmo em períodos de grande quantidade de acessos.

Quais as vulnerabilidades mais predominantes no momento?

O entrevistado enfatiza a importância da conscientização e treinamento mencionando e explicando cada um dos tópicos abordados no curso Secure Programming Foundation da EXIN.

Se você ficou interessado sobre o tema, veja também o Webinar #28 – Exploração de Vulnerabilidades em Softwares InSeguros (Parceria EXIN e Clavis).

Para inscrição no curso oficial à distância da EXIN Secure Programming Foundation, com voucher para a prova, acesse o link.

Davidson Boccardo é Doutor em Engenharia Elétrica pela faculdade de Engenharia de Ilha Solteiro com período na Universidade de Louisiana e especialista em análise de código malicioso. Atualmente é docente permanente da pós graduação de metrologia e qualidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. Possui certificado CHFI pela EC-Council e Secure Programming pela EXIN. É instrutor da Clavis Security na trilha de forense computacional e do curso Secure Programming Foundation.

SegInfocast #31 – Octopus – Security Information and Event Management

SegInfocast #31 – Faça o download aqui.seginfocast

Neste episódio eu reencontrei o especialista em Segurança da Informação Rodrigo Montoro (@spookerlabs), da área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Clavis, para uma conversa sobre o Octopus.

Quais foram as motivações para a criação do Octopus?

Rodrigo comenta que uma situação comum em muitas empresas é o orçamento limitado para compra de soluções de segurança, estas com valores altamente elevados. Paralelo aos orçamentos apertados, os produtos de SIEM foram muitas vezes vendidos como “caixas mágicas”, no qual você plugaria ela na sua rede e teria relatórios alertandos para seus problemas de segurança, fraudes e atividades maliciosas, fazendo com que projetos onde foram investidos milhões sem resultado esperado. E para finalizar, sempre temos que pensar que conhecimento e experiência trarão resultados e não o produto em si.

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É mais um produto SIEM tradicional de mercado?

O Octopus não é um produto de prateleira tradicional, mas sim uma solução que visa entregar inteligência na correlação de eventos e análise de ameaças. A empresa adquire o expertise da Clavis. A solução utiliza várias ferramentas open-source, como o ELK, tema do SegInfocast #25, o que torna possível até um entusiasta montar um Octopus próprio, se desejar.

Quais as funcionalidades?

O Octopus é um serviço, totalmente escalável e customizável. Ele também consegue extrair informações de diversas fontes para correlação de eventos sem cobrança adicional de conectores.

E os benefícios?

Trata-se de um serviço contínuo (24×7) e se beneficia da proteção ativa contra novas ameaças com a combinação de fontes diversas e proporciona aos clientes, visibilidade do ambiente através de dashboards.

Se você quer saber mais detalhes sobre a solução, visite o site da Clavis!

Rodrigo “Sp0oKeR” Montoro é certificado LPI, RHCE e SnortCP com 15 anos de experiência em Open Source. Atualmente trabalha como pesquisador na Clavis. Anteriormente trabalhou na Sucuri Security e Spiderlabs. Já palestrou em inúmeros eventos no Brasil (FISL, CONISLI, Latinoware, H2HC, BSides), EUA (Source Boston / Seattle, Toorcon, Bsides Las Vegas) e Canadá (SecTor). Possui 2 patentes na detecção de Malwares (PDF e cabeçalhos HTTP), resultados de suas pesquisas. Fundador e evangelista da comunidade Snort no Brasil desde 2003. Nas horas vagas faz triathlon e corrida em trilhas.

SegInfocast #30 – Contas, senhas e privilégios: onde atacarão e como se proteger

SegInfocast #30 – Faça o download aqui.

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É com muita satisfação que comemoramos o terceiro ano do SegInfocast.

Neste episódio, eu recebi Geraldo Bravo, engenheiro de pre-vendas da Cyberark para uma conversa sobre contas, senhas e privilégios, dando continuidade aos assuntos abordados por Carolina Bozza no SegInfocast #27:

Qual a diferença entre gestão de identidade e contas privilegiadas?

Geraldo explica que a gestão de identidade é uma atividade –  tradicionalmente de implementação em longo prazo – que procura dar conta do gerenciamento e proteção dos mais variados tipos contas, desde aquelas usadas por pessoas com baixo nível de privilégio a sistemas, até as contas privilegiadas que possuem acesso a um número maior de componentes críticos. De acordo com ele, quando se foca no controle dessas contas há um retorno do investimento em menos tempo.

Quais são os riscos e ataques envolvendo contas privilegiadas?

As contas administrativas que são criadas por padrão em vários sistemas operacionais contribuem para tornar muito ampla a superfície de ataque. O uso da senha padrão, a reutilização de senhas em vários dispositivos ou programas, senhas embutidas em códigos e sistemas legados também facilitam e muito a vida de um atacante .

Exemplos de ataques e técnicas de invasão

O pass-the-hash (descoberta e uso indevido de um hash de senha) é um ataque muito usado para escalonamento de privilégios. Ameaças internas de um funcionário ou um terceiro também não devem ser ignoradas. Outro exemplo é o chamado golden ticket, que consiste em forjar um ticket Kerberos, que possui uma validade bem extensa, para obter credenciais administrativas.

Quais as novas tendências de proteção contra esses ataques?

Automatização da gestão de privilégios, controle de senhas, e monitoramento de comandos são algumas das mais novas tendências que podem proteger as empresas contra esses ataques.

Geraldo Bravo é engenheiro de pré-vendas da Cyberak com experiência de mais de 10 anos na área de redes e segurança da informação. Atuou em outras áreas como Gestão de Projetos e Gestão de Equipes e possui diversas certificações de segurança da informação.